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Programas diminuem internação de idosos em 70% em 1 ano, diz ANS

 

Cerca de 1,2 milhão de usuários de planos de saúde já aderiram ao Programa para Promoção de Saúde e Prevenção de Riscos e Doenças, lançado há um ano pela Agência Nacional de Saúde (ANS). O programa, implementado pelos planos de saúde, estimula hábitos saudáveis e oferece prêmios e descontos nas mensalidades dos planos. Segundo a ANS já são 760 programas adotados por planos de saúde.

Um ano depois, a ANS anunciou nesta quinta-feira (4) os resultados da iniciativa: diminuição da inatividade física, da alimentação inadequada e do tabagismo dos segurados, adoção de hábitos saudáveis, aumento de realização de exames preventivos e tratamento precoce do câncer.

O número de internações hospitalares de idosos entre os usuários que aderiram aos programas de prevenção dos planos de saúde diminuiu 70,3% nesse período, segundo dados da ANS. Já a redução de fraturas em idosos com mais de 85 anos foi de 11,7%. A procura de atendimento em pronto-socorro diminuiu 18,8%, enquanto o percentual de realização de mamografia na população entre 50 e 69 anos foi de 14.9% (a média é de 46% nessa faixa de idade na saúde suplementar), segundo a ANS.

O percentual de pacientes que atualmente controlam a pressão arterial é de 92%, e os que perderam peso em oito meses chegam a 62,2%, segundo a ANS. O percentual de diabéticos controlados é de 63,4% enquanto o percentual de idosos que criaram novos vínculos sociais chega a 74%. As mulheres que amamentaram seus filhos até os seis meses somam 81,,6% dos segurados.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, agradeceu aos planos de saúde a mudança de posição e aos usuários por aderirem às boas práticas de saúde.
“A pessoa adquire um plano de saúde, não de doença, o plano é para levar a saúde ao usuário. Em um ano aumentou seis vezes o número de pessoas beneficiadas pelos programas de qualidade de vida oferecidos pelos planos de saúde e aumentou seis vezes a quantidade de planos que apresentaram programas para seus clientes. Temos cada vez mais planos de saúde e não de doença”, disse o ministro.

Sobre a suspensão dos 301 planos de saúde, anunciada terça-feira (2), por não cumprimento de prazos de atendimento, Padilha disse que é uma medida pedagógica e que tem efeito rápido e a segunda rodada de suspensões, como a anunciada terça, mostra que a iniciativa é séria. Numa primeira iniciativa, 268 planos de saúde tiveram as vendas suspensas.

Licenças para medicamentos

A respeito das reclamações de fabricantes sobre a demora na concessão de licenças para a produção de medicamentos, Padilha afirmou que o Ministério da Saúde tem um contrato com a Anvisa para um “fluxo prioritário de liberação de medicamentos estratégicos de interesse de saúde publica”. “A licença para remédios para tuberculose, diabetes e hipertensão tem que sair mais rápido que a de um cosmético”, disse.

Para ele, a meta para esses medicamentos é a concessão de licença imediata ou no menor prazo possível. Essa meta, segundo Padilha, também se aplica aos medicamentos em desenvolvimento, como produtos biotecnológicos na última fronteira de desenvolvimento, entre os quais remédios para tratamento de câncer, doenças crônicas e inflamatórias. Para Padilha, esses medicamentos são uma prioridade no contrato com a Anvisa para concessão de licenças.
Segundo o ministro, a Anvisa aprovou resolução há duas semanas criando um registro para desenvolvimento de medicamentos para agilizar ainda mais a liberação desses remédios. 

“Em 2011, aumentou 60% o número de registros de produtos genéricos pela Anvisa comparado com 2010. A Anvisa vai fazer uma revisão de seus processos para acelerar o de registro de medicamentos”, disse o ministro.

Fonte: g1.globo.com

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