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Aposentado precisa continuar a trabalhar para pagar contas

 

Dos 24 milhões de aposentados e pensionistas no Brasil, apenas 1% são independentes financeiramente. Outros 46% dependem de parentes, 28% estão na beira da miséria e 25% têm que continuar trabalhando, de acordo com levantamento do Instituto de Educação Financeira (Disop), baseado em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Um deles, com idade e tempo de contribuição, é Salim Augusto Costa, 76, que aposentou-se em 1987, mas precisou voltar para o mercado. 'Me aposentei com nove salários mínimos. Hoje, ganho menos de quatro. Não dá para viver só com isso', disse Costa, que gasta cerca de R$ 1.800 por mês só com medicamentos para hipertensão e diabetes. Sem pensar em parar, Salim trabalha oito horas por dia fazendo textos institucionais sobre a Associação Comercial e Empresarial de Minas (ACMinas). 'Tive sorte de descobrir um nicho de mercado', disse o administrador de empresas. Maria de Assis, 52, aposentou-se em 2010, com quatro salários mínimos e também permaneceu ativa no laboratório que trabalhava. Foi demitida e começou a trabalhar, neste ano, numa clínica. Maria viu que não dava para ter a vida de antes sem um complemento na renda. 'Quando você aposenta, vale-transporte, refeição, plano de saúde, tudo fica por nossa conta', explica. Para ela, a vida só com aposentadoria vira uma 'meia vida'.

Romildo de Freitas, 58, aposentou-se em 2009, quando tinha 35 anos de serviço. Contribuía para aposentar-se com o valor máximo, mas, para isso, teria que esperar até os 65 anos. 'Mas o fator previdenciário pesou muito e aposentei-me com quatro salários mínimos', disse Freitas, que nunca teve a intenção de parar de trabalhar. 'Esperar até os 65 anos? E seu eu morro?', pergunta Freitas. Como gerente de logística, Freitas sustenta a casa e ajuda os filhos. 'Tenho que continuar trabalhando. O benefício do INSS só dá para pagar o cartão de crédito e a faculdade de um dos filhos. O salário do meu emprego é o carro forte, sem ele, teria que fazer cortes', contou Freitas, que ganha o equivalente a dez salários mínimos.

O presidente do instituto Disop e educador financeiro Reinaldo Domingos, 50, diz que trabalha por prazer, mas aconselha os jovens a se prepararem desde o primeiro salário. 'Na aposentadoria, o fator previdenciário vai diminuir em 40% o seu salário', afirma. Para evitar a queda brusca no valor recebido por mês, Domingos disse que é preciso fazer uma previdência complementar. 'É qualquer tipo de investimento de característica de longo prazo como Tesouro Direto, previdência privada ou renda com aluguel de imóveis', enumerou. Segundo Domingos, é preciso economizar, durante toda a vida, no mínimo, de 10% a 20% do salário líquido para a aposentadoria. 'É indispensável a pessoa contribuir para a própria aposentadoria no futuro. Se ela não fizer nada, vai ter que trabalhar até o resto da sua vida. Não dá para brincar', alerta.

PARA POUCOS INSS é só para funcionalismo e políticos Gilson Elesbão, 69, tem reuniões o dia inteiro como superintendente da ACMinas, é diretor do Sindicato dos Administradores do Estado de Minas Gerais e dedica duas horas do dia à filantropia, além de ser vice-diretor da Fundação Logosófica de Belo Horizonte. Elesbão é um aposentado desde 1987. 'É impossível viver só com aposentadoria do INSS. Isso é só para funcionário público, políticos e funcionários de empresas com plano de previdência', afirmou. A aposentadoria de Elesbão, de cerca de nove salários mínimos, caiu para quatro salários. Elesbão ganha quase 20 salários mínimos e aplica todo mês o equivalente a dois salários. 'O jovem tem que fazer o patrimônio físico. Investir em imóvel para ter renda mensal e viver com esse rendimento. Eu não tive essa orientação', disse.

Leia mais em http://www.otempo.com.br/otempo/noticias/?IdNoticia=199880,OTE&IdCanal=5 Fonte: Jornal O Tempo (02/04/2012)

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