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Redes sociais viram aliadas da terceira idade contra solidão

 

'Quando a minha foto foi postada, imediatamente umas 40 pessoas curtiram', descreve a dona de casa Isva Ruth Xavier, 82. Curtir, compartilhar e adicionar são termos que já estão na ponta da língua da idosa, que diariamente usa o Facebook para reencontrar amigos, falar com as netas e ver fotos dela e da família. Dona Isva é uma das milhares de vovós do Facebook. Basta acessar o perfil dela, ir à lista de 194 amigos e se deparar com vários outros rostos com marcas da idade e cabelos brancos, todos recentes descobridores da internet. A 'descoberta' ajuda a afastar a solidão e o tédio, pondo os idosos em contato com parentes e amigos que moram longe ou perderam o contato, dizem especialistas. O Facebook, que foi criado nos anos 2000 com foco nos mais jovens, não dispõe de estatísticas por faixa etária, mas professores de informática constataram que é cada vez mais comum a procura de cursos por idosos em busca de alguém que os ensine a acessar as redes. 'A maioria dos nossos alunos é da terceira idade', diz Angela Hum Tchemra, 57, professora de informática da Universidade Aberta do Tempo Útil (Uatu), da Universidade Presbiteriana Mackenzie. Muitos chegam ali sem nem saber tocar no mouse. Depois que pegam o jeito, entram no mundo digital. 'O que eles querem mesmo é aprender a entrar na internet para falar com filhos e netos.' Caso de dona Isva, moradora de Perdizes (zona oeste de SP). Há três anos ela frequentou aulas de informática no Mackenzie para dar as primeiras tecladas e aprender a operar um mouse. Agora, faz tudo com desenvoltura. 'Toda noite, chego em casa, mando meus e-mails e dou uma olhada no Facebook. Vejo inclusive como está a minha neta, que mora nos Estados Unidos.' Mas para ela quem entende tudo das redes sociais mesmo é sua irmã, Nilza Santos, 67. A mais nova 'bomba' na internet. 'Ela sempre posta fotos, as pessoas comentam, curtem. Sabe tudo.' Para Angela, a principal vantagem está no fato de os idosos, mais acostumados a máquinas de escrever, desenvolverem a capacidade para se adaptar às modernidades. Durante os cursos, eles engatam novas amizades, que se tornarão também os amigos virtuais do futuro. Mas é bom ter cuidado. Aos vovôs e vovós que aderiram às redes sociais a dica é restringir as informações apenas aos amigos para evitar os mal intencionados da web. Dona Isva ensina que ninguém pode ser escravo do computador. 'Saio de casa e encontro meus amigos pessoalmente. Nada de passar a madrugada no Facebook', disse, após voltar caminhando do cabeleireiro. Afinal, ela tem que estar com aparência jovial na foto do perfil. Fonte: Jornal Folha de S. Paulo (04/03/2012)
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