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Cirurgias plásticas nos olhos vão além da estética

 

Entre os 30 e 40 anos, as pálpebras começam a ficar mais flácidas e pesadas. Mas é na terceira idade que essas alterações são mais perceptíveis. Por isso, uma das cirurgias na região dos olhos mais buscadas pelos idosos é a blefaroplastia, que corrige o caimento dessa parte do corpo. Apesar de contribuir para rejuvenescer os olhos e ser usada como procedimento estético, essa cirurgia pode ser essencial para a saúde e qualidade de vida do idoso.

A flacidez das pálpebras é causada tanto pela gravidade quanto pelas alterações fisiológicas do envelhecimento. “A camada interna, a epiderme, fica mais fina e o colágeno dessa pele fica alterado no envelhecimento”, explica o geriatra e professor do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da UFMG, Marco Túlio Gualberto. De acordo com ele, esses fatores – falta de colágeno e pela mais fina – também favorecem o aparecimento de rugas e linhas de expressão.

A blefaroplastia superior corrige o caimento das pálpebras superiores ao retirar o excesso de pele dessa região e abrir o campo visual. Por isso, ela é recomendada quando a flacidez nas pálpebras começa a dificultar a visão. Essa situação, no entanto, muitas vezes passa despercebida pelo próprio idoso, que não procura um especialista para realizar o procedimento.

O que fazer?

Quando o caimento das pálpebras atrapalha a visão, é necessário ir ao geriatra ou oftalmologista. Após um diagnóstico, o especialista analisará se a blefaroplastia é necessária e poderá encaminhar o paciente para o Sistema Único de Saúde (SUS). O SUS só oferta esse procedimento quando há necessidade fisiológica. Portanto, não é possível fazer a cirurgia por questões estéticas nesse sistema de saúde.

Região dos olhos

Além da blefaroplastia, outras cirurgias na região dos olhos podem ser necessárias com o envelhecimento. Uma delas, é a cirurgia de correção do entrópio, que conserta os cílios que se viram para a parte de dentro dos olhos, deixando-os irritados e causando vermelhidão.

Já a cirurgia de correção do ectrópio corrige os cílios que se viram mais do que o normal para fora dos olhos, levando ao caimento da pálpebra inferior dos olhos. Isso faz com que o idoso não consiga fechar os olhos completamente, mesmo na hora de dormir. Assim, os olhos acabam tendo muito contato com o ar, o que leva a irritações.

Tanto o entrópio quanto o ectrópio causam infecções, conjuntivite e lacrimejamento dos olhos. Essas cirurgias também são fornecidas pelo SUS. Para ter acesso a elas, o idoso deverá ir ao oftalmologista para avaliação e encaminhamento.

Fonte: Medicina UFMG

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