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Dança contribui para funções de equilíbrio na terceira idade

 

Desenvolver condicionamento físico, equilíbrio, estimular o cérebro e, ainda, fazer tudo isso de uma maneira animada. Assim pode ser a dança: uma das atividades que mais desenvolvem a saúde não apenas física, mas também mental. Para os idosos, os benefícios podem ser ainda maiores em médio e longo prazo, aponta o otorrinolaringologista Herton Coifman.

“Com o avanço da idade, aumentam as limitações para a execução das atividades do cotidiano” diz ele, que é responsável pela área de otorrinogeriatria do Hospital IPO, uma das primeiras a dedicar trabalho específico para o trato com idosos. “Isso ocorre principalmente em função do agravamento das doenças crônicas mais prevalentes entre idosos, como a surdez e o Parkinson, entre outros. Com isso, é comum que apresentem maior vulnerabilidade, perda de autonomia e independência. Dentro desse cenário, a dança se destaca entre os exercícios físicos por ser um processo holístico de reabilitação”.

Além de desenvolver a musculatura, sustentação e movimentos, a dança possibilita a socialização e interação. “Com uma combinação entre aeróbica, movimento, exigências cognitivas, motoras e, ainda, com baixo risco de lesão e impacto, ela se torna um aliado na luta contra o envelhecimento”, afirma Coifman.

Rotina que muda vidas

Em um estudo realizado pela revista Frontiers in Human Neuroscience, foram comparados dois grupos de idosos – com média de 68 anos de idade – com duas rotinas diferentes de atividades físicas: enquanto um realizava treinamentos de resistência, com exercícios repetitivos como ciclismo ou caminhada, o outro grupo foi submetido semanalmente a diferentes aulas de dança, com diferentes gêneros musicais.

Após 18 meses, ambos os grupos mostraram um aumento na região do hipocampo do cérebro – área responsável por controlar a memória, a aprendizagem e o equilíbrio. Ainda assim, o grupo de dança apresentou uma grande diferença em relação à melhora de equilíbrio.

“Apesar de exercícios de academia serem muito benéficos para a saúde de um modo geral, para os idosos, eles têm o grande problema de serem repetitivos, que é algo que não acontece com a dança. Além de os ritmos alternarem, as aulas também demandam diferentes passos, velocidades e coreografias, além da tarefa de decorar tudo isso, o que demanda um esforço constante não apenas do corpo como também da mente. Assim, são sempre desafiados a um novo desafio, e o benefício disso é notório”, destaca Coifman.

Música para os ouvidos

Coifman destaca que a música já é, comprovadamente, um grande aliado contra a demência. Combinada, também, ao exercício físico, os resultados podem ser ainda mais notórios. “Envelhecer de maneira saudável é manter nosso cérebro e corpo trabalhando. Assim, a dança tem um grande papel para exercitar essas funções continuamente”.

Trabalhos de reabilitação e que estimulem o equilíbrio, a mobilidade e a memória, por exemplo, fazem parte dos cuidados da otorrinogeriatria. Com uma equipe multiprofissional, visa contribuir para a preservação e reabilitação da autonomia e independência na terceira idade. “A consulta do otorrinogeriatra ‘se importa’ com o paciente, e não só com sua queixa. Além disso, o uso de múltiplas estratégias de tratamento faz, certamente, diferença”, conclui o especialista.

Fonte: Bem Paraná

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