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Dados sociais podem facilitar atendimento da terceira idade

 

Pesquisa da UFSCar indica que, com o conhecimento de dados biopsicossociais, os hospitais podem aprimorar seus serviços para pessoas acima dos 60 anos

O conhecimento de aspectos biológicos, psicológicos e sociais de idosos pode ajudar a melhorar a atuação de empresas de saúde que atendem este público. Com serviços mais analíticos e reflexivos, as companhias precisam elaborar seu plano de ação a partir de características individuais de cada pessoa, suprindo de forma mais adequada as necessidades dos pacientes.

A análise é do pesquisador da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), João Paulo Ferreira. O especialista é responsável pelo estudo “Atendimento ao idoso em um hospital universitário: percepções da equipe de saúde à luz da Política Nacional de Humanização”.

A pesquisa, realizada em conjunto com pesquisadores da Universidade de Oxford e publicada em janeiro, analisou a importância de dados biopsicossociais no melhoramento do atendimento, diagnóstico e tratamento de idosos. Uma média de 500 pessoas acima dos 60 anos foram entrevistadas entre 2015 e 2016. Os participantes são residentes na área rural de São Carlos e atendidos no Hospital Universitário da UFSCar.

Ferreira explica que o conhecimento de informações específicas de cada paciente da chamada “terceira idade” melhora o serviço de hospitais, mas também ajuda no desdobramento do período de pós-consulta. “Ao ter alta do hospital, o idoso está sujeito à vulnerabilidade. Para evitar essa situação, o hospital precisa saber se o paciente tem condições de comprar o medicamento ou para se alimentar adequadamente, por exemplo”, diz.

Para contribuir com o melhoramento da relação entre hospitais e idosos, Ferreira conduziu o estudo de forma que, além das empresas de saúde, a administração pública também pudesse se aproveitar de dados psicossociais de idosos de São Carlos.

Conhecendo os dados, deve ficar mais fácil para a gestão pública identificar quais doenças afligem mais os idosos da área rural ou da área urbana. Além disso, pode facilitar o controle sanitário e de doenças infectocontagiosas, segundo o pesquisador.

O professor da faculdade de medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e coordenador do Centro de Referência do Idoso do Hospital das Clínicas (HC), Edgar Moraes, diz que as empresas de saúde, incluindo hospitais, clínicas e operadoras ainda precisam compreender que a população idosa é a que mais cresce e que, por conseguinte, a que representa uma maior demanda.

Moraes também é sócio da Medlogic, plataforma digital que mede o grau de fragilidade de idosos e auxilia na gestão de empresas de saúde. Segundo ele, a diferenciação entre um paciente frágil e um robusto, termo usado para designar uma pessoa independente e saudável, é essencial para um melhor atendimento.

“Não podemos considerar os idosos como pessoas com as mesmas necessidades. Quanto mais envelhecemos, maior a heterogeneidade das pessoas”, afirma o professor. Ele explica que o atendimento que é formulado considerando somente a idade, como a maior parte das companhias de saúde faz, é superficial.

Perfil de idosos

O pesquisador da UFSCar pretende lançar mais um estudo sobre o perfil de idosos de São Carlos ainda este ano. Levando em conta condições de trabalho, a nova pesquisa visa catalogar e diferenciar os tipos de doenças que são mais recorrentes em pessoas acima de 60 anos de zonas urbanas e de zonas rurais.

Fonte: DCI

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