Voltar para a 1ª página
A difícil decisão de buscar uma instituição para idosos

 

Em primeiro lugar, trata-se de lidar com um forte sentimento de culpa. Seu pai, mãe ou cônjuge precisa de cuidados permanentes e você não tem como estar presente: por causa do trabalho ou de filhos ainda pequenos, de falta de estrutura em casa e até esgotamento físico – a lista de motivos é grande e nem faz sentido enumerá-los. Optar por uma instituição não significa que você falhou ou traiu a confiança de um ente querido, e sim que sua maior preocupação é garantir o bem-estar dele. Não é justo se comparar com amigos ou parentes que são cuidadores, como se isso tornasse você uma pessoa má, porque cada um tem suas próprias razões e conhece seus limites.

Cuidador profissional em casa ou uma instituição? A solução também vai depender do que cabe no orçamento doméstico. O site dailycaring.com listou prós e contras de cada opção para dar subsídios à decisão. Manter o idoso em casa com um cuidador tem pontos positivos porque ele continua no ambiente familiar e seus desejos e preferências poderão ser atendidos mais facilmente. Não precisará conviver com diferentes profissionais de uma equipe, mas os custos aumentarão na proporção de sua dependência: se forem 24 horas, sete dias na semana, esse suporte pode se tornar inviável. Sempre há o risco de o cuidador faltar, desistir do emprego ou – o pior dos pesadelos – agredir física ou verbalmente o idoso. Ficar sozinho em casa com um empregado pode aprofundar o isolamento desse adulto, caso ele não seja estimulado, contribuindo para seu declínio cognitivo e problemas de saúde.

No caso de uma instituição, a seu favor está o fato de que o valor desembolsado vai compensar se a dependência do paciente for severa. Com os cuidados básicos atendidos, a família terá mais energia para focar no relacionamento com o idoso, e este terá chances maiores de interação social com pessoas da sua faixa etária. Especialistas acrescentam que a pessoa tende, inclusive, a se comportar de forma mais independente quando está fora de casa. Por outro lado, não haverá um tratamento tão personalizado e a qualidade do atendimento poderá ser irregular, dependendo de cada profissional da equipe.

Por isso é importante avaliar não só o estado físico e mental do idoso como os custos envolvidos – e se ele puder participar da decisão, melhor ainda, porque expressará suas vontades, inseguranças, expectativas. Na possibilidade de ter que sair de sua casa, quando é necessário se desfazer de muitos objetos pessoais, é essencial que possa guardar pelo menos alguns itens que tenham relevância afetiva. Uma alternativa é ir testando modelos: ter cuidador nos dias úteis, em horário comercial, e distribuir as tarefas da noite e do fim de semana entre os membros da família. Ainda há muito preconceito em relação a instituições para idosos e não sem motivo, mas o envelhecimento da população se encarregará de motivar o mercado a investir em projetos de qualidade, com razoável custo/benefício. Indispensável é manter a rotina de visitas frequentes, alimentando a relação de afeto e intimidade. Este é um exercício profundo de empatia: saiba ouvir, ponha-se no lugar do outro.

Fonte: G1

Dedo de Prosa Produções
Rua Riachuelo, 1452 - Sala 205
Bairro Padre Eustáquio
30720-060 - Belo Horizonte/MG



Telefone: (31) 3413-7507
dedodeprosa.tv@uol.com.br
Youtube Oficial
facebook.com/programa.dedodeprosa
facebook.com/encontronacionaldedodeprosa