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Centro de pesquisa de Campinas cria aplicativo para aproximar idosos de smartpho

 

Após fazer pesquisas com um grupo de idosos para identificar as principais dificuldades que tinham ao usar smartphones, o CPqD (Centro de Pesquisa e Desenvolvimento), em Campinas (SP) desenvolveu um aplicativo para celular feito especialmente para facilitar a vida desse público. O CPqD Facilita foi colocado nesta semana à disposição dos interessados, gratuitamente, na loja virtual do Google, o Google Play.

Além da pesquisa feita a partir de diversas questões feita por telefone com 40 pessoas, um grupo de 12 pessoas também foi formado e recebeu celulares para testar o aplicativo e ajudar no aprimoramento do sistema. O programa também é voltado para pessoas com baixa escolaridade ou que tenham pouca intimidade com novas tecnologias.

“Nos surpreendeu a simplicidade das coisas que eles precisavam, são coisas triviais, como ver a hora ou o nível de bateria. Depois que eles passam por esse estágio inicial e vão se apropriando da tecnologia, começam a querer a aprender mais, como mexer na internet, usar aplicativos de mensagem etc”, diz pesquisador Claudinei Martins, que coordena os trabalhos.

Por isso, eles modificaram a interface dos celulares, deixando com menos ícones na tela, priorizando as funções mais utilizadas pelos idosos. Esses ícones também são maiores, facilitando a visualização e com desenhos que deixem clara qual é a função daquele tecla. “O objetivo é não gerar trauma em quem está começando a usar o smartphone e facilitar o aprendizado rápido, estimulando para que se interessem por usar e aprender mais”, disse Martins.

Outra dificuldade apontada por eles foram os diferentes formatos e procedimentos de acesso e execução de cada função do celular, como o acesso a internet, e-mail, redes sociais, máquina fotográfica, discagem, música, relógio e aplicativos de troca de mensagens. “Eles sentem dificuldade de ter que aprender como cada uma dessas funções funcionam e como são acessadas. Por isso, padronizamos esses serviços para que funcionem todos de maneira parecida”, conta o pesquisador.

Isso também facilita o uso para quem tem pouca intimidade com tecnologia, independente da idade, e para pessoas com baixa escolaridade. Com recursos de fala, ao deslizar o dedo pela tela o aplicativo fala qual a função em que o dedo está posicionado. Os ícones com dispositivo sonoro e a simplificação dos acessos ajudam no entendimento de funcionamento mesmo para quem não sabe ler.

Geração conectada

A geração de idosos que está cada vez mais aderindo ao uso de smartphones gosta de usar o celular para se comunicar com os familiares, para fazer pesquisas de assuntos de interesse e assistir filmes ou ouvir música no celular. Muitas já tinham intimidade com a internet usando computadores e, nos últimos anos, estão se acostumando a usar os aplicativos.

No Lar dos Velhinhos de Campinas, três dos seus moradores não abrem mão de usar smartphones e aprovam o desenvolvimento do aplicativo que facilita o uso dos celulares. “Há muitas siglas e ícones pra você escolher. Comecei a usar internet há 10 anos no computador, mas para usar o celular precisei da ajuda de amigos que já conheciam para me ensinar”, diz José Pires, 90 anos, que gosta de usar o smartphone para ver filmes e seriados no Netflix.

Geraldo Prestes, 76 anos, usa internet pelo computador há 10 anos, mas o smartphone só tem há três, que usa para mandar e-mails e ver o Facebook. “Esse programa para facilitar o uso vai ser muito bom para quem quer começar a usar o celular”, disse. José Herculano da Silva, 87, também gostaria de ver o acesso mais simplificado. “Eu tenho o celular com internet há três anos e uso para fazer pesquisas sobre homeopatia, para ver o Youtube e para ouvir músicas clássicas, que eu gosto muito e fica fácil de achar na internet”, afirma.

Deficiência visual

O centro já desenvolve aplicativos voltados para pessoas com deficiência visual, que existe desde 2010 com 35 mil downloads que e agora ganhou uma versão aprimorada, o CPqD Alcance+, que também está disponível pelo Google Store. Neste ano começaram a ampliar o serviço, que é desenvolvido dentro do projeto Avisa (Assistente Virtual para Inclusão Social e Autonomia). O projeto começou em janeiro e vai durar 26 meses, com o lançamento de novos serviços a cada semestre, além de atualizações constantes.

Participam da Avisa pesquisadores de diversos setores do CPqD, que desenvolvem projetos em diversos setores, como tecnologia da fala, cognição e tecnologias móveis. O CPqD foi criado em 1976 como Centro de Pesquisa e Desenvolvimento da Telebras, empresa estatal que detinha o monopólio dos serviços públicos de telecomunicações no Brasil. Em 1998, com a privatização do sistema Telebras, o CPqD tornou-se uma fundação de direito privado, ampliando a sua atuação.

Fonte: G1

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