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Idosos não abrem mão da vaidade e lotam consultórios médicos

 

RIO - A terceira idade está mais vaidosa. Junto com o aumento da expectativa de vida, vem a vontade de se manter bem fisicamente — o que inclui disfarçar os sinais do envelhecimento. É o que observam cirurgiões plásticos da região: cada vez mais pacientes desta faixa chegam a seus consultórios dispostos a se submeter ao bisturi para mudar aquilo de que não gostam em sua aparênca. Aumentou também o número de idosos que buscam procedimentos estéticos menos invasivos.

Para Marlene Feitoza, de 65 anos, estar bonita é essencial. Colorista em um salão de beleza, desde o ano passado ela decidiu investir parte de suas economias na aplicação de botox (neste período, já fez duas aplicações). E se diz muito satisfeita.

— Faço porque gosto de estar bem, me olhar no espelho e ver meu rosto bonito. É maravilhoso, melhora muito a autoestima. Quando a gente chega aos 65, tudo muda. Além disso, sinto que preciso ter uma boa aparência para o meu trabalho. Mas, independentemente do salão, gosto de me sentir bem, de me embelezar — conta.

Professora aposentada, Lea de Araújo, de 70 anos, recorre à aplicação de botox uma vez por ano, para corrigir as rugas. Casada há 47 anos, conta que o marido aprova o resultado.

— Não é porque estou velha que tenho que ficar desleixada. Tem que se cuidar! A gente tem que manter a aparência. Meu marido dá a maior força. E botox não dói nada — garante.

No consultório da cirurgiã plástica Carolina Schafer, na Barra, a aplicação de botox e o preenchimento com ácido hialurônico são os procedimentos mais solicitados pelos pacientes mais velhos.

— Vejo que muita gente quer melhorar mesmo após os 60, inclusive fazendo cirurgias que visam ao embelezamento. A maioria vem em busca de rejuvenescimento facial, querendo atenuar rugas profundas ou corrigir pálpebras caídas — conta.

As mulheres, frisa ela, são mais dispostas a encarar uma mesa de cirurgia por motivos estéticos que os homens. Em geral, eles preferem tratamentos menos invasivos.

— Mas, se o paciente nunca fez qualquer tratamento de rejuvenescimento ao longo da vida, aí, sim, ele costuma optar pela cirurgia plástica — explica Carolina.

No consultório do cirurgião plástico Daniel Vasconcellos, localizado no Le Monde, o facelifting — que promove a reposição da pele e a recuperação do volume da face — é o mais procurado por mulheres entre 58 e 70 anos.

— O procedimento é capaz de rejuvenescer a face em até oito anos; por isso é muito solicitado. Depois, no caso das mulheres, a plástica nas mamas para fins estéticos é destaque — conta.

Para ele, o aumento da expectativa de vida é mesmo a causa do maior interesse de pessoas da terceira idade em melhorar a aparência.

— Tenho um paciente que fez cirurgia plástica aos 60 e retornou dez anos depois para fazer outra — diz o médico, acrescentando que a ala masculina tende a buscar auxílio para corrigir pálpebras e bolsões embaixo dos olhos, assim como excesso de pele sobre eles.

De acordo com Carolina Schafer, submeter-se a uma cirurgia plástica nessa fase da vida requer cuidados especiais.

— Os riscos para pacientes na terceira idade são inerentes aos riscos existentes em qualquer procedimento cirúrgico. Mas não é muito recomendado que se faça plástica após os 70 anos. O paciente idoso costuma ter mais doenças, então, tudo vai depender do histórico dele. Se é saudável ou tem algum problema que não está controlado, como hipertensão ou diabetes. Tudo deve ser feito com muita responsabilidade, para evitar complicações — alerta.

Fonte: O Globo

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