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Especialista fala sobre mudanšas na aposentadoria

 

No mês de setembro, o atual governo anunciou os planos para uma reforma na Previdência Social. Entre as mudanças apresentadas está a decisão de manter uma idade mínima de 65 anos para aposentadoria de homens e mulheres. As decisões são consideradas urgentes, mas ainda precisam ser votadas pelo Congresso Nacional. Mesmo assim, há quem esteja assustado com estes planos, principalmente os trabalhadores com menos de 50 anos, que serão afetados diretamente pela decisão.

A coordenadora da Unati (Universidade Aberta à Terceira Idade) da Unesp (Universidade Estadual de São Paulo), professora Maria Candida Soares Del-Masso, observa que as mudanças previstas são necessárias ao País neste momento, pelo crescimento significativo da população idosa, e das demandas que essa população necessita em diferentes áreas, como saúde, emprego, moradia, acessibilidade e lazer.

“O índice de longevidade aumentou decorrente da melhoria da qualidade de vida, da infraestrutura e tecnologia, dos avanços da medicina e para isso a sociedade deve acompanhar e prover, aos idosos, adequada condição de vida”. Maria Candida ainda observa que muitos trabalhadores estão inseguros sobre a reforma, pois não há clareza sobre as reais mudanças que podem ocorrer. “Com certeza, essa mudança terá impacto na sociedade e, para que ocorra, deverá haver uma transição suave para os indivíduos que estão próximos da aposentadoria e para os que estão iniciando sua vida profissional se planejem nessa nova perspectiva”.

A especialista ainda defende que é necessário uma análise cuidadosa dos recursos previdenciários. “As mudanças deveriam, idealmente, passar por consulta pública e atingir toda a população, sem discriminação, ou seja, os parlamentares, os militares, o funcionalismo público nas suas diferentes esferas e os demais trabalhadores. Não deveria também haver diferenciação de gênero, considerando o atual papel que a mulher assume na sociedade”.

DIFICULDADES
Maria Candida afirma que uma aposentadoria irrefletida e sem preparo pode levar idosos a uma crise existencial e até a uma profunda depressão. “Hoje existem inúmeros programas que preparam os indivíduos para a aposentadoria para que usufruam desse momento da melhor forma possível. Outros optam por continuar a trabalhar até a data limite para a aposentadoria por idade”, explica.

Por isso, o preparo para esta etapa da vida deve ser fundamental. Então, quem pensa em se aposentar deve manter-se atento às mudanças da Previdência Social e organizar-se de acordo com elas. “Além disso, preencher o tempo que foi gasto em uma atividade profissional ao longo da vida, por algo prazeroso é o grande segredo para o envelhecimento ativo. Os que estão longe da aposentadoria deveriam ter uma previdência complementar para que possam envelhecer com qualidade de vida”, conclui a coordenadora.

Fonte: Liberal

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