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Nutrição e qualidade de vida na terceira idade

 

O envelhecimento populacional tem apresentado crescente interesse por parte de profissionais e estudiosos de diferentes campos do conhecimento em função do ritmo acelerado com que esse fenômeno tem ocorrido em diversos países. A América Latina, por exemplo, é a segunda região de mais rápido envelhecimento no mundo, com a proporção atual de idosos (10%) projetada para mais do que o dobro (25%), no ano de 2050.

Embora o crescente número de idosos seja um fato, o envelhecimento populacional bem-sucedido ainda é uma realidade distante no Brasil. O processo de envelhecimento, na população brasileira, caracteriza-se pelo acúmulo de morbidades, declínio funcional e aumento da dependência, associados a condições socioeconômicas adversas.

Diante disso, um desafio que cresce em importância é acrescentar boa qualidade aos anos de vida conquistados. Nesse sentido, a meta da Organização Mundial de Saúde (OMS), no campo da geriatria e gerontologia, é promover melhor qualidade de vida, pelo maior período de tempo e para o maior número de pessoas possível. Dessa forma, é preciso adicionar não só anos à vida, mas vida aos anos.

Ao compreender a velhice como última etapa do ciclo vital e considerar os conflitos que daí emerge diante da finitude da existência e das alterações biopsicossociais, é necessário pensar sobre o desafio de chegar à terceira idade com uma boa qualidade de vida.

A qualidade de vida na velhice depende de múltiplos elementos em constante interação ao longo da vida. Um dos principais fatores essenciais para uma boa qualidade de vida é a condição nutricional do indivíduo. Sabe-se que o processo de envelhecimento é acompanhado por alterações fisiológicas, psicológicas, sociais, bem como econômicas, que determinam que a população idosa seja mais vulnerável a déficits nutricionais. Além de sua relevância para a morbidade e mortalidade, a desnutrição está associada com a piora da funcionalidade e da qualidade de vida.

Manter uma alimentação balanceada, rica em frutas e verduras (fontes de agentes antioxidantes), baixa em gordura saturada (presente em frituras, por exemplo), além de se manter ativo e com peso adequado, são itens básicos para quem chegar independente e autônomo na velhice. Quanto mais cedo esses bons hábitos são cultivados mais prolongados serão os benefícios. Uma frase que tem sido um mantra na nutrição é: “descasque mais e desembale menos”, ou seja, quanto mais alimentos in natura e menos processados consumimos mais saudável é nossa alimentação.

No idoso, uma atenção especial que temos é com o consumo de proteínas, matéria prima essencial para construção de massa muscular e células de defesa em nosso organismo, entre outras funções. Portanto, uma maior ingestão proteica normalmente é recomendada na dieta. Mas, cuidado! A ingestão excessiva de proteína tem sido associada a problemas hepáticos e renais, entre outros. Sendo assim, o ideal é procurar um profissional nutricionista para uma prescrição individualizada.

Cuidar da alimentação é item fundamental não só para quem quer viver muito, mas, principalmente, viver melhor. Após tantos investimentos e expectativas no prolongamento da vida, seria, no mínimo, um desperdício não ter condições de vivê-la com satisfação.

Fonte: iSaude Bahia

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