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A redescoberta do amor na terceira idade

 

Redescobrir o amor garantiu a Dorival Uliano, de 70 anos, a alegria de viver ao lado de Maria Aparecida Monteiro, 62, sua namorada há dois anos. O aposentado, que ficou viúvo em 2011, após meio século de convivência com a antiga esposa, perdeu o chão, em sua própria definição, com a partida da mulher. Após o período de luto, Dorival foi convencido por um amigo a ir ao baile dos Veteranos no Anhangabaú, em Jundiaí.

Lá, numa tarde de domingo, o aposentado foi apresentado a Maria Aparecida. Com o gosto pela dança em comum, ambos se tornaram amigos e, pouco tempo depois, estavam namorando. &ldquoldquo;Foi uma bênção na minha vida. Ela trouxe de volta toda a motivação que eu havia perdido”, relembra.

Maria, que ficou viúva um mês antes de Dorival perder a esposa, comemora até hoje a chegada do novo companheiro. “É uma relação muito boa. Cada um mora na sua casa e tem sua independência, mas estamos juntos de duas a três vezes por semana”, compartilha. Além da sinergia, o casal conta com o apoio dos seis filhos - três de cada um.

Com seu vestido rosa impecavelmente ajustado ao corpo e a maquiagem que combina com o figurino, a advogada Dirce Malite, 73, também namora há cinco anos. Entre idas e vindas aos bailes de salão da cidade, conheceu o companheiro Elmo Benatti, 76, na pista de dança. E se engana quem pensa que o casal sai apenas para dançar. Durante a semana, são as sessões de cinema e as taças de vinho que animam os namorados.

“Estamos juntos para todas as situações e, quando sobra tempo, até viajamos. Nosso último passeio foi um cruzeiro para a Argentina”, relembra a advogada. Para Elmo, que não dispensa um bom filme acompanhado de pipoca ao lado da amada, a companheira traduz sua vontade pela vida. Viúvo há 11 anos, com Dirce ele reencontrou a felicidade. “Esse relacionamento é muito importante para mim, afinal é a continuação da vida”, define.

Mesmo septuagenários, os companheiros não abrem mão da autonomia. Elmo e Dirce moram no Centro de Jundiaí, mas - que fique claro - cada um na sua casa. Os filhos do pintor aposentado aprovam a união. “Eles gostam mais dela do que de mim”, conta, aos risos. Dirce sabiamente emenda. “Afinal, eu cuido dele”, complementa, com bom humor.

Namoro adolescente - Para Diogenes Lopes, 69, e Vilma Fernandes, 65, o namoro foi a relação que melhor se encaixou na vida a dois. Juntos há 17 anos, não abrem mão do modelo que escolheram. Segundo o casal, o sucesso do relacionamento tem ligação com os gostos similares.

Entre os programas preferidos estão os bailes de tango e bolero em São Paulo, jantares dançantes e as viagens ao litoral. “Gostamos muito de ir a Ubatuba e Guarujá”, revela Vilma. Já o professor aposentado apresenta uma visão só adquirida com o tempo e a experiência. “Quando temos 20 anos, nossa pressa é casar para sair da casa dos pais. Hoje, na nossa idade, não temos essa ansiedade, então desfrutamos dos prazeres e da companhia um do outro”.

Fonte: JJ

 

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