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Como é a relação entre a pessoa idosa e seu animal de estimação

 

Para quem sempre apreciou a companhia de animais, chegar na terceira idade acompanhado de seu velho parceiro pode ser um experiência interessante. A relação do idoso com seu mascote ganha novos contornos. O companheiro de pescaria fica cego, mas não deixa de dormir nos pés da poltrona preferida da falecida dona, cuja ausência é sentida por quem ficou. Testemunha muda de tantos momentos, o mascote, em especial o cão e o gato, percebem as mais sutis alterações de humor de seus donos, estes também aprendendo a conviver com algumas limitações até há pouco desconhecidas.

A sensibilidade dos mascotes permite a eles perceberem que menos vezes seu dono se levanta da cadeira e que o ato de se agachar para servir-lhes comida passou a ser feito de forma mais lenta. Há quem diga que seu cão passou a caminhar mais devagar durante os passeios por justamente perceber que a caminhada ao lado do dono mudou de ritmo.

O mascote que envelhece com seu dono faz parte de uma categoria distinta de animal de companhia. É o animal de um idoso, e não é difícil encontrar dono e cão sofrerem, por exemplo, de diabetes ou artrites quando envelhecem no mesmo intervalo de tempo. A presença do antigo mascote para um casal de idosos nunca deve ser subestimada. Os filhos já saíram de casa; pais, alguns amigos e irmãos já foram sepultados e restaram ao casal seus bichinhos. Enquanto algumas pessoas vêem um agradável entretenimento nos cuidados com animais, outras desenvolveram com os bichinhos algo ainda mais importante que a troca de afeto: a compreensão. Apesar de ser a companhia o grande benefício oferecido pelos mascotes, o tempo acaba revelando novas atribuições aos animais.

Quem perdeu parte da audição ganha um excelente aliado quando o assunto é campainha e barulhos no portão. Os sons podem estar abafados e distantes, mas não para os cães que anunciam a presença humana nas imediações. A qualidade do sono pode melhorar se a pessoa souber que do lado de fora um cão de guarda zela a casa. Isso sem falar no calor do corpo de um gato nas pernas da mulher que com ele assiste a novela.

Ir ao supermercado, passear no parque, ver televisão, escutar os lamentos de seu dono. Pequenas rotinas do dia a dia podem fazer deste animal um dos mais significativos na vida do idoso, podendo até mesmo receber o título de “o último mascote”. Não que o indivíduo não queira mais um pet, mas uma vez enterrado o antigo companheiro, alguns acham melhor não se comprometer com outro animal nesse estágio de suas vidas, o que valida ainda mais o peso que um pet pode ter no emocional de seus donos quando estes ficam mais velhos.

Cabe reforçar que a relação desenvolvida entre dono e mascote, com o passar dos anos, é exclusiva. O que serve para um não necessariamente vai servir para o outro. Vovó chegou aos 70 e será presenteada com um pastor alemão? Melhor perguntar para ela. Animal novo, nessa fase da vida, pode ser um problema. A começar pelo filhote. As brincadeiras podem derrubar pessoas mais velhas que muitas vezes não têm energia para acompanhá-los. Mas o contrário também pode acontecer. Afinal, sorrir com as peraltices de um simpático cãozinho e usufruir da cumplicidade típica que os mascotes oferecem é um prazer sem restrição de idade.

Fonte: ClickRBS

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