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Um rob˘ amigo da terceira idade

 

O projeto GrowMeUp está a desenvolver um robô capaz de manter 'conversas inteligentes' e de se lembrar de conversas anteriores. A ideia é ajudar a combater a solidão dos idosos. O desafio é claro e está lançado: o combate ao isolamento e ao sedentarismo entre os mais idosos faz-se de braços dados com a tecnologia. É esta a ambição do GrowMeUp, um projeto cofinanciado pela Comissão Europeia no âmbito do programa Horizonte 2020, que pretende colocar a robótica e as tecnologias de informação e comunicação ao serviço das pessoas com idade mais avançada. A missão passa por desafiar as limitações impostas pela idade, criando um serviço capaz de satisfazer as necessidades e hábitos das pessoas mais velhas e assim incentivá-las e envolvê-las numa vida ativa e independente.

O objetivo é construir um robô de baixo custo, que terá a capacidade de aprender os hábitos e as rotinas das pessoas, compensando dessa forma a deterioração das capacidades cognitivas inerente a pessoas da terceira idade.

O sistema GrowMeUp pretende oferecer mais do que apenas uma prestação de serviços. A meta é que haja interação entre o sistema e o utilizador, e por isso o robô vem equipado com um sistema de diálogo inteligente. Esta tecnologia vai permitir não só uma aproximação relacional maior com o utente, como também vai funcionar como constante aperfeiçoamento do sistema. O robô será desenhado com a capacidade de manter diversas interações e construir laços emocionais com as pessoas, fazendo uso do que aprendeu durante conversas passadas.

O projeto, coordenado pela Universidade de Coimbra, inclui um consórcio formado por seis países da União Europeia - Portugal, Suíça, Holanda, Chipre, Espanha e França -, para o qual contribuem universidades, empresas especializadas em robótica e instituições de solidariedade social, como é o caso da Cáritas de Coimbra.

A ideia, que parece uma verdadeira revolução tecnológica entre o Homem e a máquina, não é na verdade nova. A história do cinema é um dos exemplos maiores de que esta relação é já há muito uma ideia romantizada pelo Homem. Em 1968, Stanley Kubrick apresentava o épico 2001: Uma Odisseia no Espaço, em que HAL, o sofisticado computador da nave espacial que se dirigia a Júpiter acaba por trair os astronautas que seguiam nela, manifestando emoções humanas genuínas, como a desconfiança e a necessidade de mentir. Mais recente, o futurístico Her, de 2013 realizado por Spike Jonze, conta-nos a história de Theodore, um homem introvertido e deprimido que se apaixona por um sistema operativo com quem estabelece fortes laços emocionais apenas através da sua voz.

O projeto GrowMeUp não é no entanto ficção, sendo este mais um exemplo de como a robótica pode ser aliada às necessidades humanas, tendência que segue as aplicações que já são feitas na indústria, na medicina ou no espaço.

Fonte: Visão

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