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Idosos são mais eficientes que jovens em corrigir memória factual, diz estudo

 

Experimento comparou dois grupos em teste de conhecimentos gerais. Mais velhos resistem a efeito psicológico que atrapalha solução de erros.

Nem todas as funções cerebrais sofrem declínio durante a terceira idade. Em um estudo sobre conhecimentos gerais que comparou jovens a idosos, os mais velhos demonstraram maior capacidade de corrigir seus próprios erros após passarem duas vezes por um teste.

Segundo os autores do teste, da Universidade Columbia, de Nova York, pessoas na terceira idade são menos propensas ao que os psicólogos chamam de 'efeito da hipercorreção'.

Normalmente, quando damos uma resposta errada para algum problema e depois temos a chance de reformulá-la, temos tendência maior a corrigi-la se nossa confiança inicial na resposta errada era grande.

Em outras palavras, temos uma propensão a corrigir nossos erros que surpreendem a nós próprios, mas acabamos negligenciando nossos erros de 'baixa confiança', cometidos quando tínhamos dado resposta mesmo sem muita certeza daquilo que estamos falando.

No experimento de Columbia, liderado pela psicóloga Janet Metcalfe, os cientistas submeteram 89 voluntários a duas baterias de questões. Um grupo de 44 pessoas estava em torno dos 25 anos de idade, e os 45 restantes estavam em torno de 75 anos.

Errando com convicção

Na primeira etapa, indivíduos de ambos os grupos precisavam responder a uma série de questões de conhecimentos gerais e declaravam quão convictos estavam da resposta -- muito ou pouco, numa escala de 0 a 7. Na segunda, eram submetidos a uma bateria de questões composta só de perguntas que eles haviam errado antes.

Na primeira rodada, os idosos se saíram ligeiramente melhor -- o que era esperado, porque um teste de conhecimentos gerais não depende só de memorização de curto e médio prazo, mais forte em jovens. O peso da experiência e da cultura conta muito.

Mas não era nesse resultado que os cientistas estavam interessados. O foco era saber se os idosos seriam capazes de corrigir seus erros com mais eficiência que os jovens. Como existe uma noção geral de que jovens aprendem mais rápido, não seria surpreendente se eles se saíssem melhor na tarefa.

Correção eficiente

Mas não foi isso que aconteceu. Na segunda etapa, os idosos não se deixaram contaminar muito pelo efeito da hipercorreção, e deram tanta atenção para seus erros de baixa confiança quanto para os de alta confiança. Já os jovens sucumbiram ao viés relatado pelos psicólogos.

Quando os voluntários ganhavam uma segunda chance para corrigir suas respostas, os idosos conseguiram as respostas certas para 41% delas, enquanto os adultos jovens acertaram apenas 26%. Os resultados da pesquisa foram publicados em artigo na revista “Psychological Science”.

“Os resultados mostraram não só que os adultos mais velhos tinham melhor desempenho em uma tarefa de informações gerais que testava seu conhecimento factual, mas também que eles corrigiam seus erros melhor que os adultos jovens”, escreveram Metcalfe e seus colegas no estudo. “Os adultos mais velhos foram capazes de reunir seus recursos de atenção para aprender as respostas corretas independentemente da convicção original de seus erros e a despeito de sua familiaridade com as respostas.”

Fonte: Bem Estar

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