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Idosos buscam aulas de idiomas para ginástica mental e prevenir Alzheimer

 

Mais de 100 idosos estão fazendo aulas de idiomas nos Centros de Convivência em Santos, no litoral de São Paulo. A procura pela atividade é grande, já que as aulas de línguas estrangeiras tem sido uma boa oportunidade para eles exercitarem a mente e evitar doenças como o Mal de Alzheimer. Além disso, eles dizem que se divertem falando um outro idioma.

O Centro de Convivência Vila Nova dispõe de aulas de inglês, espanhol, francês, italiano e alemão. Ao todo, 116 pessoas, todas acima de 60 anos, frequentam os centros de convivência da Prefeitura de Santos somente para aprender outra lingua. Segundo a chefe do Cecon, Silvia Ventura, as aulas de idiomas foram incluídas na gama de atividades dos centros a pedido dos idosos. “A gente sempre pergunta o que eles gostariam de fazer. Nos surpreendeu essa procura por línguas”, afirma ela.

As aulas são ministradas por professores voluntários e acontecem em vários horários. É o caso da professora Elsa de Oliveira Lima, que dá aulas de inglês e italiano. De acordo com a professora, por causa da idade do alunos, há mais dificuldade na aprendizagem. “É outro tipo de aprendizado. As limitações são maiores, mas eles têm aquela vontade de saber. Eles veem que os filhos sabem uma língua estrangeira e eles se interessam muito por aprender”, fala. Ela diz também que os idosos acabam exercitando a mente durante as aulas, já tem que precisam fazer as lições, fixá-las e depois treinar o idioma na conversação. “A neurociência, hoje em dia, indica o estudo de uma língua para você criar sinapses para fortalecer o cérebro. A neurociência recomenda uma língua estrangeira. Eles (idoso) vêm também por conta disso, para exercitar”, diz.

A aposentada Maria Luiza Petrilli, de 85 anos, adora viajar e sempre teve dificuldade de entender os estrangeiros. “Todo o restaurante ou hotel que você vai tudo é em inglês, a língua que está no mundo. Se não praticar, esquece. Eu faço inglês, italiano e espanhol”, conta. Além disso, ela se preocupa com a saúde da mente. “Minha memória é boa, mas, de vez em quando, falha. Tudo ajuda. Eu gosto de estar sempre em movimento”, explica.

Os dois filhos de Raymundo Ferreira, de 78 anos, moram nos Estados Unidos. Durante uma temporada, ele trabalhou como entregador de jornais do New York Times, na Flórida. Ele e a esposa querem retornar ao país em breve, por isso, resolveram fazer as aulas de inglês juntos. “Eu fiz o curso inicial durante um ano. Estou nesse há 5 meses, que é mais avançado. É uma atividade para o idoso, como esporte, que a pessoa com certa idade não pode parar. Para evitar doenças tem que ter sempre uma atividade”, afirma ele. Ferreira diz que está gosta do curso mesmo sendo difícil.

Aos 87 anos, a aposentada Ilda Anna de Vieira de Castro conta que desde pequena gosta de estudar idiomas. Atualmente, ela faz aulas de italiano e inglês. “É normal a pessoa esquecer um pouco. A gente toma remédios para dormir, acelera esse processo que é normal para a idade. Eu estou aqui para exercitar a cabeça e continuar vendo gente”, falou.

Ter contato com a cultura de outro país, manter o cérebro em atividade e ainda aprender a falar outra língua, torna as aulas de idiomas muito atrativas para os idosos. A professora percebe isso. “Eu falo para eles aproveitarem porque é um tempo que eles tem para eles, de aprender uma nova língua, que se socializem com as pessoas, se sintam felizes aqui. Eu acho que eles se sentem felizes. Eu fico feliz de contribuir de alguma forma para isso”, diz Elsa.

Fonte: G1

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