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Terceira idade está mais endividada

 

Os idosos de 65 a 85 anos ficaram mais endividados em maio. De acordo com pesquisa realizada pelo SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito), o número de pessoas dessa faixa etária com contas em atraso aumentou 9,66% em relação ao mesmo mês do ano passado. É a maior variação dentre todas as idades pesquisadas.

Na comparação mensal entre abril e maio, o índice relacionado aos representantes da terceira idade também obteve crescimento expressivo. Alcançou alta de 0,53%, atrás apenas da faixa etária de 25 a 29 anos, que registrou variação de 0,59%.

Conforme explicou a economista chefe do SPC Brasil, Marcela Ponte Kawaute, o comportamento de incremento de dívidas entre os idosos já vem sendo percebido desde o fim do ano passado. “O que a gente viu acontecer é que as pessoas nessa faixa etária estão aumentando o número de dívidas, o que significa que elas estão cada vez mais ativas, vivendo mais, consumindo mais, entrando em financiamentos e, consequentemente, se endividando mais também”, disse.

Para a economista, isso está diretamente relacionado ao volume de aposentados que volta à ativa e continua a trabalhar, acumulando, assim, dois rendimentos. “O aposentado de hoje em dia é muito diferente do de antigamente. Atualmente, quem se aposenta quer viajar, aproveitar a vida, além de voltar ao mercado de trabalho para complementar a renda.”

No Grande ABC, a estimativa é de que 60% dos que recebem o benefício previdenciário voltem à ativa. Estatística que cresceu 10 pontos percentuais em relação ao ano passado.

O diretor de políticas sociais da Associação dos Aposentados e Pensionistas do Grande ABC, Luis Antonio Ferreira Rodrigues, afirmou que essa é a realidade dos aposentados e nem sempre por opção. “Hoje, você está condenado a morrer trabalhando. Cedo ou tarde acaba voltando ao mercado, seja na formalidade ou na informalidade. Muitas vezes, o aposentado acaba se sujeitando a um emprego de qualidade inferior para suprir suas necessidades, ganhando bem menos do que antes de se aposentar.”

Segundo Rodrigues, os gastos que os idosos mantêm também são bem maiores do que os das outras idades, o que acaba prejudicando ainda mais sua saúde financeira. “Tudo começa a ficar mais caro e a pessoa quer manter a mesma qualidade de vida de quando trabalhava, e acaba se endividando. Isso sem falar que a inflação do idoso é muito maior que a normal, já que ele tem um valor do plano de saúde mais alto e gasta mais com remédios.”

MEDICAMENTOS - Segundo o levantamento do SPC Brasil, o setor de planos de saúde, medicamentos e bancos corresponde a 44,94% das dívidas em atraso entre todas as pessoas físicas.

A orientação da economista Marcela é a de que os aposentados pensem bastante antes de contrair novo empréstimo para pagar as contas. “O planejamento é muito importante, já que tem que se pensar que o valor da aposentadoria não aumenta drasticamente”, disse.

Fonte: Diário do ABC

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