Voltar para a 1ª página
Para superar problemas de sade, casal de idosos faz aula de sapateado

 

Os passos de sapateado dão ritmo à superação de um casal de idosos em São José dos Campos. Ela é cadeirante. Ele tem Alzheimer. Juntos, se entregam à dança como terapia, na tentativa de ir além dos limites impostos pelo avanço da idade.

Maria de Lourdes Alves da Costa e Esmeraldo da Costa, ambos de 88 anos, são sensação entre o grupo de sapateado na Casa do Idoso. Há três anos, 'dona Malu” como é conhecida, está na cadeira de rodas, após operações no joelho e cirurgias no coração. Já seu Esmeraldo adquiriu Alzheimer nos últimos meses, e tem exigido maior atenção da esposa.

Ambos encontraram na dança uma oportunidade de terapia. A iniciativa de integrar o grupo partiu de dona Malu, que arrastou o marido para as aulas. “No começo ele não queria vir, achava que dança era coisa de mulher. Mas eu tenho que ter muita paciência, porque com a doença, ele acaba esquecendo as coisas e ficando nervoso. Essa é uma maneira para ficar calmo”, afirma.

Acompanhados de uma cuidadora, eles chegam ao local se divertindo. “Seu Esmeraldo', brinca com as funcionárias do centro, enquanto 'dona Malu”, ri das brincadeiras, mas sempre de olho no marido. Os dois estão juntos há mais de 70 anos, e ainda trocam olhares de cumplicidade.

Apesar da resistência, o aposentado confessa o gosto pela dança. “Sempre gostamos muito da dança. Quando mais jovens, não perdíamos os filmes de Gene Kelly [ator de “Dançando na Chuva”]”, conta. Devido a doença, Esmeraldo esquece alguns mas passos e conta com a ajuda da esposa. Juntos, às vezes de mãos dadas, estão no mesmo compasso.

Segundo a professora Aline Moraes Carneiro, de 37 anos, os dois são extremamente disciplinados e a dança realmente contribui para uma vida mais saudável. “Trabalha muito a concentração, além da coordenação motora, causa amplitude da capacidade cardiovascular. É um tipo de dança que não tem grandes limitações”, explica.

As limitações realmente passam longe do casal e 'dona Malu' se arrisca por alguns minutos a ensaiar segurando em um andador. Quando se cansa, volta à cadeira, mas não sai do lado do marido. Para ela, é mais do que um momento a dois ou simples terapia. “Isso me dá ânimo para viver, em uma idade que nem sempre fico muito feliz. Desde pequenininha gostava de sapateado e é um sonho que está sendo realizado agora”, diz.

Fonte: G1

Dedo de Prosa Produções
Rua Riachuelo, 1452 - Sala 205
Bairro Padre Eustáquio
30720-060 - Belo Horizonte/MG



Telefone: (31) 3413-7507
dedodeprosa.tv@uol.com.br
Youtube Oficial
facebook.com/programa.dedodeprosa
facebook.com/encontronacionaldedodeprosa