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Catarata: novidades e novo perfil

 

Até bem pouco tempo, os principais afetados pela catarata tinham um perfil bem definido; pessoas na faixa dos 60 anos, geralmente inativas pelo avançar da idade. A idade dos portadores continua na mesma faixa; o que mudou foi a atitude deles. Eles tornaram-se mais ativos para atividades refinadas, que exigem mais da visão, principalmente o uso da internet em computadores, tablets ou smartphones. Esse comportamento tem feito com que eles percebam o problema mais cedo.

A catarata é uma doença ocular que torna o cristalino do olho opaco, atrapalhando a entrada de luz, diminuindo a visão, causando pequenas distorções visuais e levando até mesmo a cegueira. “Os avós da gente com cinquenta anos eram pessoas no fundo de uma rede. Aos sessenta anos eram pessoas idosas. Mesmo em termo de atividade. Eram pessoas que se entregavam.

Hoje não é assim. Hoje para se ter uma pessoa idosa, inativa, tem que estar com noventa, cem anos”, comenta o oftalmologista Francisco Irochima, que desenvolveu um dispositivo no Instituto Metrópole Digital, na Universidade Federal do Rio Grande do Norte, para auxiliar na marcação exata do ângulo em que as lentes usadas para substituir o cristalino opaco são introduzidas no olho, garantindo mais precisão e eficácia no procedimento, melhorando a qualidade de vida dos pacientes.

Outra mudança de perfil do paciente de catarata, registrado inclusive pela Sociedade Brasileira de Catarata e Implantes Intraoculares, é um maior número de jovens e crianças com o problema. Para reverter essa situação, quanto mais cedo o problema for detectado, mais fácil será combatido e tratado. Daí a necessidade de checapes periódicos.

Incidência

Existem hoje, no Brasil, cerca de 2 milhões de pessoas com catarata. E as perspectivas não são muito animadoras. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), 550 mil pessoas por ano são diagnosticados com a doença no País, causando impacto na autoestima, nas condições socioeconômicas e nos relacionamentos interpessoais desses portadores.

A catarata interfere no trabalho, pois está relacionada com a perda de força laboral e ao aumento de acidentes e encargos para as empresas. Entre os fatores de risco para a formação da catarata estão diabetes, inflamação no olho, trauma, histórico familiar, uso de corticóides via oral a longo prazo, exposição à radiação, fumo, exposição excessiva a raios ultravioletas.

Fonte: Tribuna do Norte

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