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Se for viajar, evite trazer uma trombose como lembranša

 

Rodar estradas e olhar as paisagens. Voar rumo ao descanso. É difícil que algum contratempo estrague o prazer de viajar nas férias de verão. Mas fique atento se você é portador de doença cardíaca, tem varizes e não costuma dar aquela paradinha para esticar as pernas. A trombose pode ser a lembrança ruim de um de seus passeios.

Causada pela imobilidade prolongada, comum em viagens aéreas e terrestres que obrigam a pessoa a ficar sentada por horas na mesma posição, a trombose venosa profunda é causada por pequenas lesões nos vasos das pernas. Também é comum em casos de repouso longo por doença e após cirurgias.

— Acontece muito nessa época do ano, quando as pessoas colocam os pais mais idosos no carro, em viagens de seis a oito horas. É importante saber que tem de parar a cada duas horas, fazer exercícios, evitar álcool e sedativos e tomar água — diz Regis Angnes, cirurgião vascular do Sistema de Saúde Mãe de Deus.

Paradas para caminhar são importantes na viagem

Segundo ele, fazer uma paradinha e caminhar por cinco minutos, em média, ajuda a estimular a panturrilha, que faz a função de coração periférico. Ou seja: quando a pessoa se movimenta, impulsiona o sangue em direção ao coração. No caso de pacientes que se encontram em repouso prolongado, a recomendação é iniciar caminhadas e fazer fisioterapia o quanto antes. A dica vale não só para idosos: os mais jovens também devem se cuidar. Principalmente se, além de problemas cardíacos, ortopédicos e varizes, a pessoa tiver alterações hormonais, diabetes ou for gestante. Em todos esses casos, é recomendado usar a meia elástica.

O motivo para a preocupação, explica Angnes, é que o coágulo em uma veia da perna pode subir para o pulmão e pode causar uma embolia fatal. A aposentada Maria Manoela Nunes, 64 anos, conhece bem o assunto. Há 13 anos, ela passou 14 dias na UTI. Depois do susto, mudou para sempre o cuidado com as pernas. Tudo começou com uma dor repentina, que ela acreditava ser muscular, na barriga da perna:

— Ficou doendo quase uma semana. Eu colocava embaixo da água quente e não parava. Até que desmaiei. Tive uma complicação e fui hospitalizada imediatamente.

Pela gravidade do caso, Maria teve de tomar anticoagulante para melhorar. Desde então, ela monitora a cada quatro meses e realiza exames. Também faz exercícios e usa meia elástica. Entre as sequelas, diz que os quatro centímetros de diâmetro a mais na perna e um problema para calçar o sapato do pé esquerdo são as que mais incomodam.

Pílula pode causar trombose?

Professor de medicina ginecológica da UFRGS, Paulo Naud explica que atualmente as pílulas têm baixa dosagem de hormônios e, de modo geral, em pessoas saudáveis e não fumantes, não há risco de trombose.

— A contraindicação é se a pessoa tem alguma doença tromboembólica ou algum outro problema de saúde grave, como cirrose, hepatite, ou outras doenças do fígado. Para a população em geral, não existe contraindicação pela chance de tromboembolismo. Segundo Naud, o tipo de hormônio utilizado como método contraceptivo deve ter indicação médica.

Risco de trombose

Pessoas idosas, com varizes, doença cardíaca, câncer, diabetes, fumantes, gestantes ou que fazem reposição hormonal são potenciais desenvolvedores de trombose e devem atentar para a prevenção.

Prevenção

Evite ficar muito tempo sentado ou em pé na mesma posição. Faça caminhadas e repouse com as pernas elevadas. O uso da meia elástica, trocada a cada seis meses, também é recomendado.

Sintomas

Dor, inchaço e vermelhidão.

Tratamento

Para identificação, é indicado consultar um cirurgião vascular. O diagnóstico é feito com exame clínico com auxílio do Ecodoppler e o tratamento é realizado com o uso de anticoagulante. Em casos graves, o cateterismo pode ser utilizado.

Fonte: ZeroHora

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