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Saiba, cômodo a cômodo, como adaptar a casa para o idoso

 

Meses antes de o bebê nascer, o quarto já está pronto. Depois, conforme vai crescendo, a casa vai se adaptando a ele: colocam-se protetores de tomada assim que começa a engatinhar, tiram-se do alcance da mão da criança aqueles lindos enfeites de louça... Mais raro é moldar os ambientes para os idosos. Raro, mas igualmente necessário.

Por natureza, a pessoa de idade mais avançada corre mais riscos de quedas e acidentes. “São riscos inerentes às condições do indivíduo”, explica a geriatra Ana Beatriz Galhardi Di Tommaso, da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Entre esse grupo, a maioria das quedas não acontece na rua, mas em casa, onde o indivíduo está mais confiante e mais familiarizado com o ambiente. Vários fatores contribuem para isso. Um deles é a perda da acuidade visual. “Perde-se a profundidade das coisas, é como quando se troca os óculos”, compara Ana Beatriz. O recomendável, então, é reforçar a iluminação, aproveitando a luz natural ou investindo em lâmpadas mais fortes.

O idoso frequentemente não só enxerga menos como se locomove com mais dificuldade – o enfraquecimento natural dos músculos e o surgimento de doenças como labirintite comprometer o equilíbrio. E, por vezes, sofre de enfermidades que requerem rápido deslocamento. “Quando tem incontinência urinária, por exemplo, ele cai porque corre para ir ao banheiro.”

Uma reforma geral na casa é importante para proteger o idoso. Mas em muitos casos uma adaptação mais simples já significa um grande reforno na segurança. Veja como isso pode ser feito em cada cômodo.

Sala
Com a pessoa tem dificuldade de locomoção, os móveis precisam ser firmes e robustos o suficiente para servir de apoio. Os assentos de poltronas e sofás devem ser firmes com altura para que os dois pés se mantenham apoiados no chão – isso facilita o processo de sentar e levantar. Prefira cadeiras e poltronas com braços.

A arquiteta LianeLautert Etcheverry, proprietária do escritório Liane Lautert Etcheverry Arquitetura e Consultoria, de Porto Alegre, recomenda que os móveis e estantes sejam presos ao chão ou à parede e com bordas arredondadas. “Os aparelhos de som e TV devem ter controle remoto e fios presos à parede ou ao móvel”, recomenda. Além disso, é primordial posicionar o telefone em um lugar de fácil acesso.

Cozinha
Convém que bancadas e pias tenham altura que possibilite manusear a comida ou lavar a louça sentado (entre 80 e 95 cm, geralmente). Os armários também devem estar ao alcance dos braços – entre 50 cm e 150 cm de altura. “Isso evita que a pessoa tenha que se abaixar ou subir em escada para alcançar os objetos”, afirma a arquiteta.

Escadas
O ideal é que elas sejam usadas o menos possível. Corrimãos dos dois lados e sinalização do começo e do fim com luzes ou faixas fluorescentes no chão é o mais apropriado. Os corrimãos podem começar um pouco antes das escadas, para dar um apoio adicional.

Quarto
A dica de ficar com os pés no chão quando sentado também vale para a cama. E nada de tapetes, que podem provocar quedas. Se o piso for de madeira ou de outro material que exija polimento, o ideal é usar produto que não o deixe escorregadio. “Não é bom mudar os móveis de lugar. Conhecendo o ambiente, o idoso consegue driblar os obstáculos de maneira sensitiva”, esclarece a geriatra.

Banheiro
É o cômodo mais perigoso da casa para os idosos. “A maioria das quedas acontece no banheiro, o indivíduo vai sozinho e relaxa, porque é um ambiente familiar”, diz Ana Beatriz. O ideal é optar por um piso antiderrapante e colocar barras de apoio no boxe e ao lado do vaso sanitário, que pode ser um pouco mais alto que o normal, para facilitar o processo de sentar e levantar.

Tapetinhos não são seguros. “Quando terminar o banho, o idoso deve se sentar e secar o pé, em vez de usar o tapetinho”, sugere a geriatra. Se o tamanho do boxe permitir, coloque um banquinho, para que a pessoa possa se apoiar ou se sentar. Pode ser de alvenaria ou presa por ventosas, contanto que seja firme. Dispense os modelos de plástico, dobráveis.

Prefira torneiras e maçanetas na forma de alavanca – são mais fáceis de manusear que as circulares. As portas devem ter largura mínima de 80 cm, para permitir a passagem de andadores e cadeiras de rodas, e não podem ter trancas (isso facilita o acesso e o socorro).

Corredor
Assim como nas escadas, a sinalização é importante, especialmente se houver desnível. O corredor deve ser amparado por barras de apoio e iluminação.

Áreas externas
Como ficam expostas a chuva, devem contar com piso antiderrapante e sinalização de desnível. “Colocar uma faixa de amarelo vivo ajuda muito o idoso”, afirma a geriatra. Prefira manter os animais de estimação no quintal ou na varanda, para evitar sustos e tropeços.

Fonte: Vida e Estilo

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