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Oficina para estimular a memória é oferecida a idosos

 

Esquecer datas, nomes, palavras, compromissos e ter dificuldade de concentração. Todos esses sintomas são comuns aos idosos, tanto pela idade avançada do cérebro, como pela enorme quantidade de informações armazenadas. Porém, se os sintomas são corriqueiros, eles trazem um alerta para uma doença progressiva e sem cura: o Mal de Alzhaimer.

De acordo com a Associação Internacional da Doença de Alzheimer, são pelo menos 35 milhões de portadores da doença no mundo, sendo que esse número pode chegar a 115 milhões em 2050. Para evitar o crescimento da doença, dentro do Grupo Terceira Idade de Cerquilho (SP) está sendo realizado o projeto “Oficina da Memória”. Idealizado há um ano por três psicólogas, o projeto atualmente oferece tratamento para 40 idosos.

Segundo uma das psicólogas do projeto, Cristiane Nogueira, as pessoas acreditam que a doença afeta apenas a memória dos pacientes, porém além de esquecer os próprios familiares, o paciente que tiver a doença agravada, pode ter até mesmo os movimentos afetados. “O Alzheimer é uma demência que começa com a perda de memória recente e vai se agravando, a ponto que o paciente pode perder a linguagem. Ele [paciente] também pode perder os movimentos, então ele não consegue fazer o movimento de comer, por exemplo, de pegar o garfo, uma colher”, afirma.

Uma vez por semana as psicólogas vão até o grupo para fazer avaliações e aplicar atividades. Tanto os que têm quanto aqueles que não apresentam sinais de doença são estimulados. ”Já que a doença não tem cura, a gente trabalha de forma preventiva. Nós fazemos isso pois através desses exercícios, nós conseguimos saber quais funções estão preservadas e quais estão prejudicadas, assim procuramos trabalhar com aquelas que estão prejudicadas para não piorar”, explica.

Mas além da atenção profissional, o cuidado dentro de casa faz toda a diferença no tratamento. Como exemplo temos o caso de Alzira Scudeler, de 85 anos, que tem o apoio da filha Sueli Scudeler para continuar no tratamento. “Eu sai do emprego para cuidar dela, eu deixei meu filho morando sozinho nos fundos pra ir morar com ela, durmo no mesmo quarto que ela”, diz Sueli.

A filha que auxilia a dona Alzira nas atividades diárias, conta que desde 2007 segue cuidando da mãe. Naquele ano, Sueli percebeu os primeiros sintomas da doença que afetava a mãe. Segundo ela, o primeiro grande alerta aconteceu quando a idosa se perdeu no caminho de volta para casa, e foi encontrada por uma amiga.

Sobre a doença

A geriatra Cássia Maria Braga Stocco concedeu entrevista ao Tem Notícias explicando sobre fatos da doença. Segundo ela, a chance de jovens contraírem a doença é praticamente zerada. “Com o avançar da idade nós apresentamos deficiência em certos setores, vai haver algum esquecimento, vai haver um pouco de falta de atenção, mas no momento em que o esquecimento passa a interferir na vida diária, aí sim a gente tem que prestar atenção, aplicar testes para verificar se realmente não está desenvolvendo uma síndrome demencial. Em torno dos 60 anos é que a doença pode se manifestar, sendo praticamente zerada a chance de alguém mais jovem ser afetado”, afirma.

Stocco conta também que a doença não possui prevenção, porém que ações de familiares podem melhorar o estado clínico do paciente. “Não existe uma prevenção, porém existem condutas que podem ser tomadas pela família para estimular. Conversar bastante com eles, reunir a família, fazer atividades físicas, evitar vícios. Isso faz bem para a saúde em geral”, diz.

Fonte: G1

 

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